← Processo na Prática Aprovando OAB

Processual Civil · Tutela coletiva

ACP e Ação Popular

Cinco etapas para escolher a ação certa e entender por que cada um ajuíza, recorre ou assume o polo ativo — sem misturar cidadão com associação.

Caso-guia: Uma obra pública lesa o erário e o rio. Enzo, cidadão naturalizado, quer anular a licitação. A associação Sorrio quer recompor o ambiente. Qual ação cada um usa — e o que acontece se a associação abandonar o processo?
Processual Civil5 etapasAlta incidênciaKris / Guty
Conforto de leitura

Kris está pronta para ler a etapa selecionada.

Etapa 1 de 5

Por que existem duas ações?

Ação popular Anular o ato lesivo

O dicionário descreve o instrumento do cidadão para anular ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico e cultural (Art. 5º, LXXIII, CF).

Por quê essa ação? Não é para o Enzo receber indenização pessoal. É para o eleitor fiscalizar o Poder: a licitação viciada fere a moralidade e o erário de todos. Por isso a FGV, no 43º Exame, manda Enzo (naturalizado e cidadão) usar ação popular — e não ação civil pública.

ACP Reparar o interesse coletivo

A ação civil pública protege interesses difusos ou coletivos — meio ambiente, consumidor, patrimônio público — com pedido de reparação ou de obrigação de fazer/não fazer (dicionário; Lei 7.347/85).

Por quê essa ação? O dano ao rio ou à propaganda enganosa não “pertence” a uma pessoa só. A ACP existe para um legitimado (MP, associação, etc.) pedir a recomposição em nome da coletividade. No 19º Exame, o MP pode pedir condenação em dinheiro e obrigação de fazer no dano a bem tombado.

Conteúdo cruzado com o banco de questões e o dicionário da plataforma. Consultar Vade Mecum.